Presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad fala sobre a reformulação da emissora
À frente da Fundação Padre Anchieta, Sayad tem a função de administrar as verbas provenientes do governo e direcioná-las aos veículos da casa
Há um ano à frente da presidência da Fundação Padre Anchieta, quando entrou para substituir Paulo Markun, o economista João Sayad acredita que apenas deu início à longa missão de colocar “a casa em ordem”. Com a tarefa de coordenar as verbas provenientes do governo e distribui-las para as emissoras de TV e rádio da casa, ele batalha para equacionar duas vertentes importantes: manter a linha educativa e erudita que marcou o estilo e a história da TV Cultura, a principal face da Fundação, ao mesmo tempo em que tenta tornar o canal mais atrativo e mais chamativo para a audiência comum.
Nessa entrevista, Sayad explica sobre o processo de reestruturação da equipe e da infraestrutura da emissora pública e também defende a abertura dos espaços para a veiculação de produções independentes.
Acho a missão da TV Cultura semelhante à da BBC, de Londres, que é trazer programas de qualidade para um público cada vez maior. Não temos nenhuma pretensão de ensinar as pessoas a ter bom gosto, mas sim de apresentar programas diferentes, dentro da nossa realidade de instituição pública, com restrição de custos e muitas limitações, sobretudo na captação de recursos publicitários.