Fundação quer abordagem holística, que alie ferramentas como eletroencefalograma aos dados tradicionais
Laboratório terá três frentes princípais: três frentes principais: empresas privadas, setor público e para a própria fundação
A Fundação Getúlio Vargas está lançando um laboratório voltado para pesquisas em Neuromarketing, modalidade que estuda as reações emocionais dos indivíduos diante de peças publicitárias e demais mensagens, utilizando-se do conhecimentos da neurociência. O espaço foi inaugurado nesta quarta-feira, 16, com um seminário que contou com a presença dos professores David Lewis e Duncan Smith, respectivamente, fundador e CEO do MindLab International, além de Michael Brammer, da Universidade de Londres.
Embora o estudo de neuromarketing no Brasil já tenha caminhado alguns passos – já há inclusive consultorias atuando no mercado, como a Mindroads, que ajudou na campanha Guerreiros, da Africa para a Brahma – o esforço da FGV parece trazer algo novo ao aliar as ferramentas para o estudo das reações do cérebro humano, como eletroencefalograma e eye tracker, com os dados quantitativos e qualitativos tradicionais da fundação. “Buscamos fazer uma abordagem holística do neuromarketing”, explica o professor Antonio Lavareda.
Segundo ele, há dois anos a FGV planejava o lançamento do laboratório, que é voltado para três frentes principais: empresas privadas, setor público e para a própria fundação.
A expectativa agora é que avancem no Brasil os estudos sobre essa nova fronteira da pesquisa de marketing, que busca nos dados gerados pelo cérebro do consumidor as respostas para entender se a estratégia de comunicação está ou não dando certo.
O consultor dinamarquês Martin Lindstrom demonstrou há alguns anos que nem sempre o que um consumidor diz é o que ele está pensando. Um exemplo citado por ele, e amparado em suas pesquisas foi especialmente chocante: embalagens de cigarro com imagens chocantes têm um efeito inverso no cérebro, e podem encorajar as pessoas a fumar.