sexta-feira, 4 de março de 2011

Desafio: a pertinência do samba-enredo patrocinado

Cases como TAM/Salgueiro, em 2002, e P&G/Vila Isabel, este ano, mostram como as marcas e escolas podem ser aliadas no carnaval

Divulgação/Salgueiro/Henrique Matos Em 2002, o Comandante Rolim virou alegoria no Salgueiro, mostrando o 'sonho de ser brasileiro'
O primeiro samba-enredo patrocinado que se tem na história data do "longínquo" ano de 1987, quando a Unidos do Cabuçu homenagou o cantor Roberto Carlos com patrocínio da prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, cidade natal do rei da Jovem Guarda.

Mais de 20 anos se passaram e são incontáveis os cases de sucesso - e fracasso - nos carnavais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Entre cidades, estados e países homenageados, poucas são as empresas que conseguiram se encaixar com pertinência ao samba-enredo, deixando o recado para o espectador.



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Os exemplos são inúmeros: a Imperatriz Leopoldinense já teve patrocínio da Câmara de Comércio da Dinamarca (em 2005) e do Conselho de Pesca da Noruega (em 2007). A Cadbury Adams investiu R$ 2 milhões no "Tititi do Sapoti" da Estácio de Sá em 2007. Um ano antes, a Vila Isabel levou o título com R$ 1,5 milhão da PDVSA, estatal venezuelana, com o enredo "Soy Loco por Ti America".

O M&M Express mostra dois dos de maiores sucessos: a união entre TAM e Salgueiro, em 2002 e o destaque deste ano, criado pela Grey para a P&G e Vila Isabel. Além disso, relembra 2010, quando a tradicional escola paulistana Rosas de Ouro teve que mudar seu enredo um mês antes do carnaval por exigência das regras impostas pela transmissão, em 2010