sexta-feira, 18 de março de 2011

Animação brasileira quer espaço na TV aberta

Financiamento e capacitação também fazem parte dos gargalos que o segmento precisa resolver


A necessidade de novos modelos de financiamento, capacitação de profissionais e mais espaço nas emissoras de TV aberta são alguns dos gargalos que o mercado brasileiro de animação encontra pela frente. Apesar de comprovada a qualidade das séries de animação brasileiras, com repercussão internacional, ainda é difícil romper a barreira da falta de recursos financeiros de forma mais simplificada e de uma linha de produção que permita também aprimorar o trabalho dos profissionais. Estas conclusões fizeram parte do painel sobre animação brasileira, dentro da Rio Content Market.

Celia Catunda, da Tv Pinguim, criadora da série Peixonauta, diz que é quase impossível fechar parcerias com as TVs abertas e que os caminhos para a produção são as novas mídias e também a extensão de projetos para outras áreas como o teatro.Enquanto que Tiago Melo, da Mixer, destacou em sua apresentação a necessidade de se flexibilizar financiamentos e modelos de negócio para o setor com mais apoio governamental.

Já Reynaldo Marchezini, da Flamma, que teve a sua série Princesas do Mar totalmente financiada pelo exterior, com 52 episódios à US$ 7 milhões e com a série presente em 128 países, acha que quanto mais cases de sucesso o mercado brasileiro tiver, melhor para abrir portas no exterior e também no Brasil, defesa que tambem foi a de André Breitman, da 2Dlab, moderador do painel.

A Rio Content Market está discutindo,no Rio, o mercado audiovisual e suas diferentes aplicações. O evento termina nesta sexta-feira, 19.