Segundo a Federação Brasileira de Bancos, em 2011 governo pode tomar novas medidas de contenção de crédito
Em videocoletiva realizada via Internet nesta terça-feira 21, o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos, Rubens Sardenberg, apresentou os resultados da pesquisa de projeções macroeconômicas e expectativas do mercado para os próximos dois anos.
Segundo os entrevistados ouvidos pela Febraban, o Brasil deve desacelerar o ritmo de crescimento em 2011, com uma moderação na concessão de crédito e a inflação alcançando patamares superiores aos previstos anteriormente, mas ainda mantida sob controle.
Para Sardenberg, ainda é cedo para se avaliar os efeitos das medidas de controle de crédito anunciadas pelo Banco Central no início de dezembro. "Se as operações de crédito nao recurarem, é provável que o governo adote novas medidas para tornar o crédito mais difícil, como reduzir o número de prestações e restringir certos tipos de operação", avaliou. "Isso nem sempre é tao transparente, mas, por outro lado, costuma ter efeito mais rápido do que o aumento dos juros."
Segundo Sardenberg, apesar da ligeira piora no cenário macroeconômico esperado para 2011, o mercado acredita que a inadimplência permanecerá estável nos próximos dois anos.