Todas as operadoras móveis participam da licitação pela última faixa da 3G
A Nextel venceu a licitação das áreas 1 (Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro e Espírito Santo), 2 (Distrito Federal e cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia e Acre) e 3 (cidade de São Paulo e mais alguns municípios do interior do Estado, Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima) da banda H.
A empresa é a única operadora no Brasil que ainda não oferece telefonia móvel 3G e, com a aquisição, poderá operar em todo o País nessa tecnologia. A Nextel é controlada pela norte-americana NII Holdings e pagou R$ 342,3 milhões pela área 1 (ante o preço mínimo de R$ 316,9 milhões), R$ 324,3 milhões pela área 2 (ágio de 8% sobre o preço inicial) e R$ 189,8 milhões pela área 3 (ágio de 8% sobre o preço inicial).
Ao todo, a licitação da Anatel compreende 165 lotes e as atuais operadoras detentoras de faixas 3G – Claro, Oi, TIM, Vivo e CTBC – somente podem adquirir essas faixas se não houver interessados. A Nextel, maior interessada na banda H, deve ser a maior vencedora da licitação. Por enquanto, prossegue a licitação das demais faixas disponíveis.
Apresentaram propostas de preços e habilitação para a licitação da banda H e sobras a Vivo, Oi, Claro, TIM, CTBC e Nextel.
A previsão da Anatel é de arrecadar R$ 1,8 bilhão com os 165 lotes na banda H e mais sobras e extensões de outras faixas de frequência. Assim como nos leilões de bandas anteriores, também neste estão previstas uma série de compromissos que terão de ser atendidos pelos eventuais compradores da banda H: o player que adquirir a banda terá que atender 100% dos municípios com mais de 100 mil habitantes em até 60 meses e, ainda, 15% dos municípios com menos de 30 mil habitantes. A prioridade é atender localidades que ainda não têm serviços de telefonia móvel.