É o prazo calculado pela imprensa espanhola e portuguesa para que a PT venda a Brasilcel e tenha fôlego para comprar parte da Oi.
A Portugal Telecom (PT) está praticamente obrigada a vender a Vivo nos próximos dez dias - por conta tanto do valor que obteria (7,15 bilhões de euros) quanto pelo próprio prazo para se chegar, enfim, a uma solução no impasse que se tornou a negociação para a venda da Brasilcel para a Telefónica.
São crescentes os rumores na mídia europeia - principalmente de Portugal e Espanha - sobre uma eventual negociação da PT com a Oi. A tal ponto que a PT teve que assegurar à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal que "não celebrou qualquer acordo ou pré-acordo em vista da participação de aquisição na Oi". Mas isso não foi suficiente para arrefecer a desconfiança da imprensa portuguesa e espanhola que continuam a postar notícias sobre a eventual venda da Vivo para a Telefônica e consequente associação entre PT e Oi.
As informações, sobretudo do jornal espanhol El Economista, dão conta de que, até o final da próxima semana (30 de julho, último dia útil do mês) expirará um pré-contrato entre PT e Oi que permite a entrada da operadora portuguesa no capital da subsidiária Brasil Telecom (adquirida pela Oi). As fontes seriam do mercado financeiro, "de absoluta confiança".
Fim da joint venture
A Telefónica retirou a proposta de aquisição da Brasilcel no último dia 18, prazo final para que a PT se manifestasse pela venda da Vivo. Como ambas as operadoras não chegaram a um acordo, a Telefónica contratou o mesmo escritório de advocacia holandês - Brauw Blackstone Westbroek - que promoveu o casamento entre Telefónica e PT em 2001 para formalizar o divórcio da joint venture e por fim à parceria de nove anos nessa união que chega ao fim de forma tumultuada.
Uma das primeiras medidas dos advogados da Telefónica será interpor uma denúncia junto ao Tribunal de Arbitragem de Haia para dissolver a joint venture Brasilcel. No último sábado, 17, a Telefónica comunicou oficialmente o fim do prazo para as negociações. Ainda que outros rumores coloquem o dia 30 de julho como o dia D, formalmente a oferta de 7,15 bilhões de euros pela Vivo foi extinta, segundo a Telefónica.