terça-feira, 1 de novembro de 2011

Olimpíadas digitais: os desafios do Brasil

ProXXIma Pocket desembarcou no Rio de Janeiro para debater o impacto do evento esportivo no mercado de marketing digital


O impacto do maior evento esportivo do planeta no mercado de comunicação e marketing é indiscutível. A este cenário, soma-se, agora, o poder de disseminação e o alcance das mídias digitais. Para debater o tema, o ProXXIma Pocket desembarcou no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 31, e contou com a participação de Paulo Castro, diretor-geral do Terra Brasil; Daniel Tartaro, diretor de integração digital da Ogilvy; Maurício Portela, vice-presidente do Esporte Interativo; e Dayyán Morandi, sócio da Life Sports Brands.

Com intuito de reforçar a importância que o ambiente digital assume na transmissão de grandes eventos esportivos como as Olimpíadas, Paulo Castro, do Terra, revelou números exclusivos referentes à transmissão dos Jogos Panamericanos de Guadalajara, que terminaram no último domingo, 30, no México. Segundo ele, quase 32 milhões de internautas acessaram o canal destinado ao Pan no Terra e, desse total, 15% o fizeram via mobile. “A internet atende perfeitamente à complexidade de um evento como os Jogos Olímpicos, pois podemos transmitir várias modalidades simultaneamente. Isso atrai uma audiência cada vez maior e única”, analisou.

Para Daniel Tartaro, da Ogilvy, as marcas precisam começar a construir sua relação com o esporte desde já. Ele afirmou que, caso tentem fazer essa associação somente na época do evento, a relação poderá ser encarada pelo consumidor como oportunista. “É preciso criar uma identidade das marcas com o esporte”, analisou. Ele disse ainda que, atualmente, muitos atletas possuem, nas redes sociais, audiência semelhante a grandes veículos de comunicação, e isso pode ser bem explorado pelos anunciantes. “Desde que se entenda a quem se associar. É preciso que haja uma semelhança nos valores”, explicou.

Maurício Portela, do Esporte Interativo, ressaltou que as pessoas estão escolhendo outros aparelhos para assistir esporte ao vivo e isso definirá a forma como os Jogos Olímpicos de Londres (2012) e do Rio (2016) acontecerão. Ele também destacou o papel fundamental que as redes sociais passam a ter com o poder de se infriltarem nos bastidores de grandes eventos esportivos. “Com um smartphone nas mãos, os atletas, que são as maiores estrelas desse espetáculo, passam a ser produtores de conteúdo. Eless viram mídia”, disse Portela.

Dayyán Morandi, da Life Sports Brands, trouxe ao evento sua experiência como administrador da presença digital do jogador Neymar, do Santos Futebol Clube. Ele revelou que o próprio Neymar atualiza suas redes sociais, mas ressaltou que existe um profissionalismo enorme na gestão do que ele chamou de “multiplataforma de comunicação” em torno do jogador. “Hoje, é preciso criar uma estratégia de trabalho que atenda à complexidade do ambiente digital e isso tende a se profissionalizar ainda mais até os Jogos Olímpicos do Rio”, disse.