sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gol assume tratativas para aquisição da Webjet


Companhia dos Constantino avança na briga com a TAM; duopólio dominaria 85% do mercado

A Gol Linhas Aéreas divulgou na tarde desta sexta-feira, 08, Fato Relevante no qual revela estar em “tratativas” para aquisição da Webjet, companhia fundada em 2005 e que desde 2007 passou a ser controlada pela GJP Participações, holding do empresário Guilherme Paulus, acionista da CVC Turismo e proprietário da GJP Hotéis e Resorts.
Ao fazer o anúncio, a Gol atende às disposições da Instrução CVM n.° 358/2002 (“ICVM 358”).

Embora a companhia da família Constantino não comente o assunto em detalhes, a empresa busca ampliar sua presença no mercado nacional e vetar o aumento da participação estrangeira, uma vez que a Webjet vinha sendo sondada por investidores de fora, uma vez que poderia ser uma porta de entrada para o mercado brasileiro. Desde o ano passado o grupo irlandês Ryan, proprietário da Ryanair (outra empresa com o perfil “low cost”) estava prestando consultoria para a Webjet.

Outros objetivos, apontados pelo consultor Christian Majczak, sócio-diretor da Go4 Consultoria de Negócios (especializada em fusões e aquisições) dizem respeito especificamente à briga com a TAM. “Na disputa nacional com a TAM, com a qual compõe um duopólio, qualquer percentual que conseguir conta muito e um segundo ponto é a estratégia para atuar mais na malha regional, o forte da Webjet, presente nas regiões Norte e Centro-oeste, e que também tem hubs nos filões de mercado, como Guarulhos (SP) e Brasília”.


Hoje, a Gol ocupa a segunda colocação no mercado nacional com 35% dos passageiros, contra os 44% da TAM, que está na liderança e que também é dona da Pantanal. Já a Webjet é a quarta maior empresa do mercado doméstico, com participação de 5% e frota de 20 aeronaves Boeing 737-300 e tem posições em hubs estratégicos, como Guarulhos (SP) e Brasília (DF).

Citando dados da Anac, a revista Exame, divulgou informações sobre a expansão do duopólio. Antes da negociação, TAM e Gol já detinham 79,8% do mercado doméstico e agora podem chegar a 85%.

Enquanto para a Gol a aquisição é uma oportunidade de testar plataforma diferente de negócio, atuando no baixíssimo custo, para os consumidores significa contar com menos opções.