
Em meio a série de maus indicadores, Obama se pronuncia sobre pacote de austeridade fiscal
A confiança dos consumidores americanos caiu para 63,8 pontos em julho, segundo índice divulgado nesta sexta-feira, 15, pela Universidade de Michigan em parceria com a Thomson Reuters. Em junho, o indicador era de 71,5. Agora, está no nível mais baixo desde março de 2009 (55,8 pontos), período em que os EUA ainda estavam em recessão devido à crise que veio à tona em setembro de 2008.
De acordo com a instituição de ensino, a queda do índice está vinculada ao crescente pessimismo causado pela redução da renda e pelo aumento do desemprego no país. A falta de consenso no Congresso americano sobre elevar ou não o limite de endividamento e evitar a suspensão de pagamentos também colaborou para minguar a confiança dos cidadãos dos EUA.
Um indicador paralelo que mede a sensação dos consumidores sobre a própria situação financeira e a disposição pessoal para realizar grandes compras caiu dos 82 pontos de junho para 76,3 em julho — nível mais baixo desde novembro de 2009.
Também caiu o índice que avalia as expectativas dos consumidores sobre como a economia estará dentro de seis meses: de 64,8, em junho, para 55,8 pontos, em julho. Nesse recorte, verificou-se a cota mais baixa desde março de 2009.
Segundo a Dow Jones, o subíndice de emprego despencou de 10,20, em junho, para 1,11 em julho. O subíndice de novas encomendas caiu para -5,45 em julho, contra -3,61 em junho. Só o indicador de atividade industrial do Federal Reserve Bank de Nova York subiu, chegando -3,76, contra -7,79 de junho.
No mesmo dia em que esses dados são divulgados, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez pronunciamento a respeito do pacote de medidas fiscais que também tramita no Congresso americano.
"Temos a chance de fazer algo grande, que vai estabilizar as finanças do país para a próxima década ou por 15, 20 anos", declarou Obama em entrevista coletiva na Casa Branca. "O povo americano espera mais que isso. Ele espera uma solução para o problema. Milionários e bilionários podem fazer um pouco mais".