segunda-feira, 13 de junho de 2011

Philips passa GE e confirma fábrica de LED

Unidade deve começar a operar em 2012 em Varginha (MG), marcando o pioneirismo da Philips frente à GE

O mercado de iluminação acende a disputa entre as marcas GE e Philips. A primeira já anunciou investimento de US$ 20 milhões em uma fábrica de LED no Brasil, conforme informações antecipadas ao jornal Valor Econômico, mas ainda sem local e datas definidos. O pioneirismo acabou sendo firmado mesmo pela Philips, que acaba de confirmar a construção da primeira fábrica de lâmpadas LED da América Latina, que será construída em Varginha (MG).

Estimado em R$ 10 milhões, o empreendimento deve começar a operar em 2012, inicialmente focado nas obras profissionais, mas a meta é iluminar as vendas do produto - que dura até 45 mil horas e consome 80% menos energia que as demais - também entre os consumidores. A previsão é que cada lâmpada LED produzida em Varginha custe 15% menos em comparação aos preços praticados pelo mercado. Hoje, o preço de uma lâmpada LED de 60 watts é R$ 80.

O plano da Philips é crescer 3% acima do PIB. Essa expansão está baseada no potencial do mercado de lâmpadas LED, responsável atualmente por cerca de 10% das vendas da companhia no mercado de iluminação. De acordo com a Philips, as vendas do setor aumentaram 300% entre os meses de janeiro e maio deste ano.

A planta industrial construída em Varginha dará origem à oitava fábrica de LED da Philips no mundo, ao lado de outras seis unidades de produção na China, Índia e Hungria. O investimento é resultado de uma adequação às novas regras impostas por diversos países, como Canadá, Estados Unidos, México, Argentina, Colômbia e Equador, que proíbem o uso das lâmpadas incandescentes, inventadas em 1879 por Thomas Edison, um dispositivo com vida útil mais curta, alto consumo energético e vazamento de mercúrio após o descarte, características que já não se aplicam mais à realidade atual.