Deste a Antiguidade, a complexidade feminina e tema de longas e inesgotávéis discussões. Em um mundo conectado, então, onde as distâncias e o tempo são relativos a cada toque no teclado ou na tela de smartphones e iPads, como é possível compreender os anseios e desejos de um gênero que, a cada segundo, evolui de acordo com as transformações do universo?
Em uma tentativa não de achar a solução – mas, ao menos, de encontrar uma luz para este complexo desafio, a Editora Abril marcou presença na seção Garage, do ProXXIMa 2011, com a palestra “Mulheres Inovadoras, insights para entender o Futuro”, por meio do portal feminino M de Mulher.
A explanação girou em torno do mais novo estudo comportamental do Grupo Abril voltado ao universo feminino, o Movimento Habla. Com o objetivo de mapear e recolher dados sobre as mulheres da atualidade e suas diferentes maneiras de agir, pensar e de se relacionar com o mundo, o estudo, que vem sendo feito há alguns meses, usou pesquisas qualitativas e quantitativas para reunir informações fundamentais e interessantes acerca do público feminino.
“Esse trabalho não representa um monte dados, números e receitas prontas de como agir para conquistar ou entreteter o público feminino. Mais do que isso, o objetivo da Abril foi conseguir captar os ciclos de movimentos em que essas mulheres se encontram e esmiuçá-los a fim de ajudar as empresas a se aproximar desse universo”, comentou Giuliana Tatini, diretora de redação do portal M de Mulher e responsável pela apresentação.
Pétalas e folhas
Para esboçar os resultados do Movimento Habla, Giuliana apresentou um grafico criado pela própria Abril, para delimitar diferentes grupos femininos. Desenhado em formato de petalas de uma rosa – onde cada uma representa um estilo de ser e de pensar diferente – o estudo contabilizou quatro diferentes estagios comportamentais das mulheres: Olho no Olho (pessoas que, apesar de ambientadas com o universo digital sentem falta e necessidade de estreitar os laços humanos de forma física e real); Sem Fronteiras (mulheres que não se enquadram a rótulos típicos a idade, gênero ou classe social); Etnowoman (mulheres independentes e focadas a explorar as culturas e experiências antropológicas através do contato com o outro e com o diferente) e Ser Mulher.
Cada uma das “pétalas” subdivide-se em outras, que destinam-se a olhar as mulheres por um ângulo mais próximo. O estudo completo do Movimento Habla estará disponível em breve em um site especial e deverá ser lançado em breve pela Editora Abril.