quarta-feira, 6 de abril de 2011

Teflon: prova de resistência e flexibilidade

Criado há exatos 73 anos, e inventado por acaso, produto continua fazendo a diferença na hora de cozinhar — e de aquecer o faturamento da empresa que detém sua patente

Teflon já virou até apelido crítico do atual presidente dos EUA, Barack Obama
Em 6 de abril de 1938, o cientista Roy J. Plunkett tentava criar um novo refrigerante quando, após um incidente com o gás na garrafa, descobriu que havia inventado algo muito mais revolucionário: o politetrafluoretileno — que ficaria conhecido pelo nome de sua marca, Teflon. O nome foi registrado (e a fórmula, patenteada) pela empresa em que Plunkett trabalhava, a Kinetic Chemicals. Quando a DuPont, em parceria com a General Motors, adquiriu a Kinetic em 1949, a fábrica na cidade americana Parkersburg já produzia 900 toneladas de Teflon por ano.

Exatos 73 anos depois de ser criada, a tecnologia ainda é considerada insuperável na sua função mais primordial, que é aquecer alimentos sem que eles grudem na superfície do utensílio da cozinha. De frigideiras a formas para pães, Teflon já virou até apelido crítico do atual presidente dos EUA, Barack Obama, por sua suposta falta de aderência a ideais e projetos.

A aquisição da DuPont, que segue investindo fortemente em tecnologia (e patentes), deu certo. As acusações de que o Teflon seria muito poluente, inclusive em seu processo de produção, fez com que a companhia assinasse um acordo para reduzir totalmente sua emissão de químicos nocivos relacionados ao produto até 2015. Ano passado a DuPont teve receita de US$ 32,733 bilhões.