terça-feira, 5 de abril de 2011

Cai confiança dos empresários no setor de serviços

Levantamento, feito pela FGV, mostra também perspectiva positiva para a economia nacional


O Índice de Confiança de Serviços (ICS) calculado Fundação Getúlio Vargas (FGV) caiu 1,9% entre fevereiro e março de 2011. O principal motivo é a piora na avaliação feita por empresários brasileiros sobre a demanda atual. Explica-se: o ICS é elaborado a partir de dois indicadores, o Índice da Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE).

O ISA segue oscilando desde o início do ano (-12,2% em janeiro, 6,3% em fevereiro e -4,0% em março). E, desta vez, o quesito "nível de demanda atual" foi o que mais impactou negativamente o ISA, com recuo de 4,8% em relação a fevereiro — e perda de parte do aumento do mês anterior, que havia sido de 10%. Das 2.241 empresas consultadas, 23,8% avaliaram a demanda atual como forte, e 15,5%, como fraca. Em fevereiro, estas parcelas eram de 25,9% e 12,1%, respectivamente.

Ao menos o Índice de Expectativas (IE) apresentou uma redução modesta, de 0,3%. A demanda prevista para os três meses seguintes foi o indicador que contrabalançou para que não houvesse uma queda ainda maior do IE — com crescimento de 145,8 para 147,5 pontos, maior nível desde agosto de 2010. A proporção de empresas que projetam aumento da demanda pelos seus serviços passou de 50,3% para 52,4%, enquanto aquelas que sinalizam redução, de 4,5% para 4,9%.