Emissora definirá nesta sexta-feira 4 quanto pretende pagar a cada um dos times que negociarão suas cotas individualmente
Nesta quarta-feira 2 a Rede Globo publicou um anúncio nos principais jornais do Brasil onde explica os motivos de ter desistido da licitação pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012-14. Além disso, afirma que irá negociar separadamente com os clubes - isso um dia após mais um time, o Palmeiras, ter anunciado oficialmente que não concorda com o modelo de negociação via edital, proposto pelo Clube dos 13 e que aguarda propostas da TV aberta.
Enquanto as diretorias se reúnem para decidir se vão ou não negociar seus direitos em bloco, a TV Globo já apresentou sua proposta de renovação a todos os clubes que solicitaram conhecer seus termos, mas os valores a serem pagos só serão definidos após uma reunião marcada para a próxima sexta-feira, 4, entre os três herdeiros do fundador das Organizações Globo, Roberto Marinho: João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto Marinho.
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Nessa reunião serão apresentados três cenários: renovação com todos os clubes, renovação com parte dos clubes e abdicação dos direitos do Brasileirão. Nesse último caso, os 38 jogos do Brasileiro que estão programados para as 95 transmissões do pacote futebol serão preenchidos com jogos da Champions League e dos principais certames nacionais da Europa, dos quais a Globo detém os direitos.
Dentro da proposta da Globo, apresentada já aos atuais cotistas do pacote futebol, está o destaque ao fato de que 65% das inserções publicitárias serão fora do horários das transmissões, cobrindo os principais programas da grade.
Dos 20, só restaram 8
Além dos quatro grandes cariocas (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco), Corinthians, Santos, Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Goiás, Vitória e Coritiba já anunciaram que não serão signatários da concorrência.
O Clube dos 13, porém, acredita que o acordo assinado com o Cade no último ano terá o poder de obrigar os clubes a fazer a venda em bloco via edital. Do lado da TV Globo, por exemplo, o departamento jurídico da emissora argumenta que a Lei Pelé determina que os clubes são donos de seus direitos de arena e que não são obrigados à negociação em bloco.