No ano em que anunciou fusão com a Lan Chile, companhia registrou ainda lucro operacional de R$ 977 milhões
Divulgado na manhã desta segunda-feira, 28, o balanço de 2010 da TAM mostrou que a companhia aérea fechou o ano com lucro operacional de R$ 977 milhões, crescimento de mais de 365% com relação ao ano anterior. Segundo os resultados, a empresa apresentou ainda receita bruta 16,4% superior a 2009, o que significou R$ 11,8 bilhões. Já o lucro líquido da companhia sofreu queda de 48,9% fechando o ano em R$ 637,4 milhões.
Durante todo o ano, a TAM transportou 34,5 milhões de passageiros, sendo 29,3 milhões em voos domésticos (13,6% de crescimento) e 5,2 milhões para destinos internacionais (14,4% a mais que em 2009). Com esses resultados, a companhia registrou taxa recorde de ocupação nos voos internacionais (79%). As receitas de passageiros aumentaram em 12,3% fechando o ano com R$ 9,2 bilhões quando somados os voos nacionais e internacionais. Já as receitas de cargas totalizaram R$ 1,1 bilhão.
A conquista de novos passageiros, de acordo com a empresa, deve-se a atuação em três frentes: comunicação, com campanhas publicitárias como a estrelada pela cantora Ivete Sangalo; canais de venda com destaque para a parceria com Casas Bahia e aumento na disponibilidade de meios e formas de pagamento.
No comunicado a empresa destacou o empenho dos mais de 28 mil funcionários e a construção de alicerces para um novo período de crescimento. Entre esses estaria a fusão entre TAM e Lan Chile, que resultou em um único grupo controlador, o Latam Airlines Group. A transação ainda está sujeita à aprovação de órgãos reguladores e da concordância de acionistas.
Mais aviões
Certa de que a demanda por passagens aéreas deverá crescer de maneira significativa nos próximos anos, a companhia anunciou ainda investimentos na ordem de R$ 3,2 bilhões para a aquisição de 34 novas aeronaves. Com uma frota de 151 aviões ao final de 2010, a companhia espera chegar em 2015 com 182 aeronaves em operação.
"Os novos aviões da Airbus e da Boeing nos ajudarão a reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes, tornando nossas operações cada vez mais eficientes, mantendo os altos níveis de segurança da companhia. Isso significa benefícios econômicos para nossos clientes e mais respeito ao meio ambiente", afirma Líbano Barroso, presidente da empresa.