Nos últimos dez anos, anunciantes investiram US$ 720 milhões nos intervalos publicitários da transmissão do evento
A ABC, emissora que detém os direitos de transmissão do Oscar, já comercializou todos os seus breaks comerciais para a cerimônia deste ano, que acontece em 27 de fevereiro. Fontes do mercado estimam que o preço inicial pedido pela ABC por cada intervalo de trinta segundos girava em torno dos US$ 1,7 milhão - o que, caso confirmado, representará um novo recorde nos valores dos anúncios para o evento.
Este será o segundo ano no qual os estúdios de cinema têm a permissão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, realizadora do Oscar, para anunciar nos intervalos da transmissão ao vivo. Paramount, Summit Pictures, Universal e Walt Disney Pictures aproveitaram a nova política e compraram espaços.
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Também já garantiram seus espaços na transmissão empresas como Amazon, Anheuser Busch, AT&T, Best Buy, Hyundai, JCPenney, McDonald's, Nokia, Procter & Gamble e Unilever, entre outros.
Nos últimos dez anos, o montante total investido pelos anunciantes na compra de espaços publicitários durante a transmissão ao vivo do Oscar para os Estados Unidos chegou a US$ 720 milhões. A informação é da Kantar Media, que analisou a compra de mídia em TV para o principal evento do cinema mundial entre 2001 e 2010.
Durante o período coberto pelo estudo, 2008 foi o ano com os preços mais inflacionados: cada anúncio de 30 segundos custava em média de US$1,69 milhão. Em 2009, afetados pela crise mundial, esses valores caíram para US$ 1,3 milhão. No ano passado, com a economia americana em lenta recuperação, o intervalo comercial de 30" valia cerca de US$ 1,4 milhão.
Segundo a Kantar, cinco companhias responderam por mais de 50% de todo o investimento feito pelos anunciantes nos últimos cinco anos: Coca-Cola (com investimentos de US$ 49,2 milhões), JC Penney (US$ 45,6 milhões), General Motors (US$ 38,3 milhões), American Express (US$ 33,3 milhões) e Mastercard (US$ 28,2 milhões).
Em contrapartida, tem aumentado o número de empresas que anunciam pela primeira vez no Oscar. Durante a transmissão de 2010, 48% dos anunciantes eram "calouros" no evento – entre eles, estavam a Intel, a Samsung e a Kimberly-Clark. Em 2009 e 2008, esse índice foi de 33% e 15%, respectivamente.