Dirigido por Georgia Guerra-Peixe, O Samba que Mora em Mim ganhou o prêmio especial do júri da Mostra Internacional de São Paulo
O Samba que Mora em Mim ganhou o prêmio especial do júri da Mostra Internacional de São Paulo
Acontece nesta terça- feira 8 a pré-estreia de O Samba que Mora em Mim. Primeiro longa-metragem da diretora Georgia Guerra-Peixe, mais conhecida como Joca, o documentário ganhou o Prêmio Especial do júri oficial da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2010. A sessão é exclusiva para convidados.
Rodado no Morro da Mangueira, O Samba que Mora em Mim é uma obra autoral de Joca sobre as histórias por trás dos moradores da comunidade. Frequentadora dos ensaios na quadra da escola na adolescência, a diretora – que dirige filmes publicitários para a BossaNovaFilms – desfilou por duas vezes no Sambódromo do Rio e desenvolveu uma relação de afeto com alguns moradores do Morro. O pai de Joca, Fernando Guerra-Peixe, foi diretor cultural da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
A diretora, no entanto, nunca subira o morro antes de começar a filmar o documentário. "Não fui (ao morro) procurando os lugares que as pessoas normalmente procuram, como a casa do Carlos Cachaça (um dos fundadores da escola de samba da Mangueira) ou a do Cartola. Isso todo mundo já tinha feito", explica Joca. "Estava atrás de histórias de pessoas anônimas, que encantassem pela simplicidade. Queria conviver com a comunidade, ser o mais invisível possível."
Com produção da BossaNovaFilms e trilha de Dimi Kireef, sócio-diretor da S. de Samba, O Samba que Mora em Mim entra em cartaz na sexta-feira 11, nos cinemas do Rio e de São Paulo.