Raízen nasce com valor estimado em R$ 12 bilhões e marca Esso deverá desaparecer em três anos
Reprodução Raízen nasce como uma organização brasileira com valor de mercado estimado em R$ 12 bilhões
A nova empresa formada pela união entre Cosan e Royal Dutch Shell teve seu nome anunciado nesta segunda-feira, 14. A Raízen – como passa a ser chamada a joint venture criada com a junção das duas companhias, nasce como uma organização brasileira com valor de mercado estimado em R$ 12 bilhões e mais de 40 mil funcionários.
Segundo Rubens Silveira Mello, presidente do conselho de administração da empresa, a meta da joint venture é se tornar referência mundial em energia sustentável trabalhando, inclusive, para que o etanol fabricado a partir da cana-de-açúcar se torne commoditie internacional. Também faz parte dos objetivos acelerar o desenvolvimento da segunda geração do etanol produzido com base no bagaço da cana.
Desenvolvida pela Ana Couto Branding & Design, a marca Raízen foi concebida na cor roxa – que remete à tonalidade da cana-de-açúcar em seu estágio maduro – e tem embarcada a união de duas forças: raiz e energia. Sua logomarca vem seguida da mensagem: "Energia para um futuro melhor".
A nova marca valerá para a comunicação institucional da empresa junto aos formadores de opinião e representantes do governo e também estará estampada nas instalações da nova empresa, uniformes de funcionários, entre outros. Junto ao consumidor final, a marca Shell prevalecerá e a bandeira de postos de combustível Esso deverá desaparecer num prazo máximo de três anos. "Os investimentos em marketing das marcas Esso e Shell serão somados e nossa ideia é levar ao consumidor o que cada uma delas tem de melhor para gerar maior proposta de valor", diz Luis Henrique Guimarães, vice-presidente executivo comercial da Raízes.
A atual divisão de contas publicitárias entre LewLara TBWA para Esso e JWT para Shell deverá ser mantida. "Estamos felizes com as duas agências, mas acreditamos que em algum momento, mais para frente, deveremos fazer uma escolha", acrescenta Guimarães, sem revelar, no entanto, se essa escolha passará por processo de concorrência.