quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Agronegócio carece de marcas fortes

Setor é responsável por quase 25% do PIB brasileiro, mas só recentemente passou a investir na construção de marca


Embora gere quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e, considerada a cadeia produtiva, seja responsável por até um terço dos empregos, o agronegócio é ainda um setor altamente comoditizado e boa parte dos seu protagonistas permanecia anônima até recentemente.

Para o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio (ABMR&A), Maurício Mendes, o segmento evoluiu principalmente na geração de quantidade, mas nem sempre foi capaz de agregar valor aos produtos, tampouco de desenvolver projetos de marketing moldados para alavancar negócios no exterior. “Outros países seguiram caminhos distintos, trocando a quantidade pela qualidade, oferecendo ao mercado produtos de alto valor agregado”, observa.

Mendes considera que já existem variedades aprimoradas de vários desses itens de exportação, que começam a ser posicionados como produtos diferenciados. É o caso da “carne dos pampas”, cuja obtenção do selo depende do atendimento a uma série de exigências técnicas.

Nos últimos anos, as empresas que atuam no mercado agroindustrial iniciaram um processo de fortalecimento das ações de marketing e comunicação, como a Nutron Alimentos, que lançou um projeto pioneiro de marketing cooperativado para o setor. A NFT Alliance se baseia na otimização de recursos, investimento compartilhado e participação conjunta em eventos e ações de comunicação.

A NFT tem hoje uma revista trimestral com tiragem de 15 mil exemplares, promove treinamentos e cursos presenciais e realiza palestras on-line, além de estar presente em redes sociais, como Facebook, Flicker, Orkut e Linkedin.

A televisão é o meio mais indicado para as empresas que precisam divulgar seus produtos junto ao homem do campo. Pesquisa feita pelo Ipsos Marplan para a ABMR&A mostra que, em 1991/1992, 93% assistiam à TV. Em 2008/2009, esse número pulou para 98%.

A TV ainda é vista como o “melhor meio de divulgação de mensagem sobre novos lançamentos, usos, características de produtos, máquinas e equipamentos”. Já a internet, que era acessada por apenas 3% em 1998/1999, dez anos depois abrangia uma fatia de 30% dos entrevistados.

Clique aqui e veja uma pesquisa completa do Ipsos Marplan sobre hábitos de mídia do produtor rural.
brasileiro. A reportagem completa esta na edição de nº 1447 do jornal Meio & Mensagem, que circula com data de capa de 21 de fevereiro.