quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nova ministra da Cultura manterá projetos atuais

Em sua posse, Ana de Hollanda afirmou que "brasileiros precisam consumir mais cultura"

Nova ministra foi recebida por grupos de cultura popular em Brasília
Ana de Hollanda assumiu na noite desta segunda-feira, 3, a pasta da Cultura no Governo de Dilma Rousseff. Na cerimônia mais animada da Esplanada dos Ministérios, Ana foi recebida por grupos de cultura popular, na entrada do Museu da República, e arriscou passos de samba de roda e coco, dança típica do Maranhão. Paulistana, irmã do cantor Chico Buarque, a nova ministra da Cultura é cantora, compositora, já foi secretária de Cultura da cidade de São Paulo e de Osasco, além de gestora da Funarte e do Museu da Imagem e do Som.


Em seu discurso, ela afirmou que sua gestão será de "continuidade e avanços" e se comprometeu a manter programas criados nos últimos anos, como os Pontos de Cultura e os projetos do Mais Cultura. "A minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou do que está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade, as coisas se desfazendo pelo caminho, a pintura deixada no cavalete por falta de tinta", disse.


A nova ministra lembrou que a ascensão social conquistada durante o governo do ex-presidente Lula tem que ser complementada pelo acesso à cultura e informação, na gestão da presidenta Dilma Rousseff. " É preciso ampliar a capacidade de consumo cultural dessa multidão de brasileiros que está ascendendo. Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos que cultura", avaliou.

Ana aproveitou a presença de parlamentares na cerimônia de posse e pediu apoio do Congresso Nacional para aprovar, ainda no primeiro semestre, o projeto de lei que cria o Vale Cultura. "Temos que incrementar a cesta do trabalhador com a inclusão da cultura. Fazer o casamento da ascensão cultural e social, para acabar com a fome de cultura que ainda reina no nosso País".