No Footecon, no Rio de Janeiro, executivo da Informidia Pesquisas Esportivas destaca a necessidade de se trabalhar os campeonatos e não apenas os clubes
Encarar o futebol como entretenimento é um dos grandes desafios para tornar a indústria do futebol mais competitiva e rentável. Foi o que afirmou Rafael Plastina, da Informidia Pesquisas Esportivas, em seu painel no Fórum Internacional de Futebol (Footecon), no Rio de Janeiro. Plastina falou sobre planejamento e avaliação de marcas no futebol. Para ele, o problema no Brasil é que o foco são sempre os times - e não a competição em si.
"É preciso trabalhar os campeonatos. Os times ganham muito em patrocinio - mas apenas os grandes, nunca os pequenos. Com isso, não há desenvolvimento do negócio do futebol. Futebol como conteúdo deve ser visto como um caminho sem volta. Os atributos próprios do esporte ajudam a superar limites e podem se associar a marcas que patrocinam este cenário", avalia Plastina.
Ainda segundo ele, o esporte é uma plataforma completa para as marcas. "Há necessidade de planejamento estratégico. Os grandes times, por sua vez, devem ser exemplo para acelerar a cadeia de negócios no futebol", continua Plastina, acrescentando que patrocinados devem saber o que oferecer a patrocinadores e patrocinadores devem investir em pesquisa antes de fechar um contrato.
Ele ressalta que hoje a relação desigual no futebol acaba deixando os times menores em desvantagem. Enquanto o retorno de mídia de um jogo em São Paulo é seis vezes maior que um jogo em Salvador, somente os grandes clubes vão ganhar mais.
"A indústria do esporte precisa se profissionalizar para ter resultados que sejam equilibrados. O mercado publicitário já está olhando o esporte de forma diferente, com outros olhos, caso das iniciativas da Havas, do Grupo ABC e da WPP. O futebol está à frente, mas com os 12 estádios novos que o país terá é preciso pensar no negócio do esporte", explicou o executivo.