segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Abradi atualiza retrato do mercado digital

Segundo Censo Digital da entidade mostra aumento no faturamento médio das agências digitais

Relatório aponta crescimento no faturamento das agências digitais
Criado para traçar um panorama do mercado das agências digitais no Brasil, o Censo Digital da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi) acaba de chegar a sua segunda edição e traz como destaque um aumento de 28,9% no faturamento médio das empresas com operação no País. Enquanto o Censo realizado em 2009 apontava para um rendimento de R$ 2,7 milhões, nos últimos doze meses as agências movimentaram, em média, cerca de R$ 3,5 milhões.

De acordo com Cesar Paz, presidente da entidade, esse número mostra que muitas agências registraram crescimento acima da média do mercado e aponta para uma maior importância das pequenas e médias agências em um segmento bastante pulverizado.

Os resultados mostraram que existem hoje no Brasil 2.518 agências – número 10,8% superior ao registrado no ano passado –, que juntas faturaram cerca de R$ 974 milhões desconsiderando os investimentos em mídia. “A receita líquida obtida com serviços digitais teve alta de quase 29% no período de um ano, o que nos colocaria em um mercado que movimentou mais de R$ 3 bilhões se levados em conta ainda os investimentos em compra de mídia e em search marketing”, contabiliza Paz.

No que se refere à concentração dessas empresas, apesar de a maioria ainda estar baseada na região Sudeste, o índice apresentou leve queda em 2010 passando de 58,1% para 51,6%. Enquanto as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste permaneceram praticamente estáveis nesse quesito, a região Sul passou a contar com 20,6% das agências instaladas no País contra os 15,7% do ano anterior. “Como esse é um mercado que possui grande capacidade de desenvolvimento remoto, é natural que haja certa interiorização das agências e uma desconcentração das mesmas nos grandes centros. Mas acredito que ainda seja cedo para apontar esse fato como uma tendência do setor”, pondera o executivo.

Dos serviços considerados mais importantes, o desenvolvimento de websites ainda aparece na primeira colocação tendo sido classificado com alto nível de relevância por 77% dos entrevistados. Em seguida aparecem programação (63%) e email marketing e campanhas empatados (com 51% cada). Projetos focados em redes sociais e mobile marketing, por sua vez, apresentaram aumento significativo na cadeia. “No ano passado, as redes sociais somaram 38% de citações na escala de importância das agências e ações de mobile marketing apareciam com 13%. Já no último censo, esses percentuais cresceram para 51% e 23%, respectivamente”, explica Paz.

Geração de empregos

Com alta de 10,7% em 2010, o mercado digital brasileiro emprega atualmente cerca de 23 mil pessoas. Segundo o levantamento, cada funcionário rende, em média, R$ 42,3 mil às agências. Em 2009, o faturamento por empregado era de R$ 36,3 mil.

Como parte do processo evolutivo da medição, a Abradi inclui ainda no estudo uma dado que permitiu gerar uma estimativa sobre o parque de computadores instalados nos estabelecimentos. No total, a pesquisa indicou a existência de pouco mais de 60 mil máquinas dedicas à produção digital no Brasil. “No futuro exploraremos esse dado para descobrir quais os tipos de equipamentos estão sendo utilizados pelas agências e qual o índice de máquinas compartilhadas pelos funcionários”, esclarece Paz.

Auditado pela Manzione Assessoria, o levantamento foi feito através de questionários online enviados a 150 agências e seus resultados foram expandidos nacionalmente cruzando dados do Índice Alpha, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Conselho Executivo de Normas-Padrão (Cenp).