Obras ficaram expostas na redondeza do museu para divulgar seu acervo
Durante todo o mês de outubro, 40 obras das mais importantes da arte europeia ficaram expostas em uma redondeza de 1,5 Km do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Desviando olhares de quem transitava pela avenida mais movimentada da capital paulistana, a ação foi realizada pela Arquiprom e pela Metalivros com o objetivo, não se de chamar o público para visitar o museu, como também para divulgar a arte pela cidade.
Ronaldo Graça Couto, diretor da Metalivros, conta que o projeto nasceu de uma ideia simples de reprodução dos quadros com mais de um propósito. “Não queremos apenas convidar as pessoas para visitar o museu, nem apenas mostrar a coleção do Masp, espalhar a arte pela cidade”, conta. A mostra Revelarte – O Masp nas Ruas foi inspirada na experiência da National Gallery de Londres, que em 2007 levou reproduções de sua coleção para as ruas da capital inglesa.
Por meio do Programa de Ação Cultural da Secretaria do Estado da Cultura (ProAC) foi possível viabilizar o projeto, que contou ainda com patrocínio da Usina Colombo e Açúcar Caravelas. “Com a Lei Cidade Limpa foi difícil fazer a campanha institucional nas ruas. Tivemos que mostrar que não se tratava apenas de uma campanha publicitária, era uma campanha de difusão cultural com aspecto educativo e objetivo de popularização da arte”, comenta Couto.
Para o curador Teixeira Coelho, a mostra conseguiu atingir um dos seu principais objetivo: “Contribuímos para a ‘desalienação’ da rotina. Foi uma comunicação artística que fez as pessoas desviarem os olhares do hábito cotidiano”, considera.
Diferente do que aconteceu em Londres, onde obras foram roubadas e danificadas, em São Paulo a população se mostrou mais receptiva em relação à democratização da arte. Em 30 dias de mostra, apenas uma obra foi pichada, o que gerou uma corrente de comentários e manifestações nas redes sociais em protesto a danificação de patrimônios públicos.
Atualmente, o Masp está com uma nova exposição em sua fachada. Adesivos de vinil foram colados no lado externo dos vidros do museu, totalizando 2.300 m2. A criação é da artista plástica brasileira Regina Silveira, reconhecida internacionalmente por criar interferências em espaços públicos e edifícios. A obra Tramazul estará em exibição até janeiro de 2011 e forma um grande céu azul com nuvens brancas bordadas em ponto cruz.