Com eleições vencidas em primeiro turno, os dois estados devem tratar da manutenção de orçamentos e estratégias em 2011. As administrações cuidam também da licitação específica para assessoria de imprensa
São Paulo terá verba de R$ 147 mi para comunicação em 2011; o Rio, R$ 150 milhões
Com a definição em primeiro turno das eleições para governador, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro devem manter verbas e estratégias de comunicação pública definidas nas administrações que encerram mandato neste ano. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) deve assegurar as bases implementadas por José Serra no início de seu governo, em 2007, quando deu status de secretaria à comunicação, antes um departamento da Casa Civil.
Bruno Caetano, que assumiu o posto de secretário estadual de comunicação, só deve acertar sua permanência no cargo após o desfecho do segundo turno. Uma vitória de Serra pode levá-lo à Secretária de Comunicação da Presidência da República.
A única definição, até o momento, é orçamento da comunicação para o próximo ano: R$ 147 milhões, montante que será submetido à Assembleia Legislativa no final do ano. A verba é menor que os R$ 160 milhões previstos para 2010, dos quais 88,6% foram investidos no primeiro semestre. Adag, Contexto e Lua Branca são as agências da Secom paulista. As demais secretarias e órgãos do estado terão verbas próprias, que também serão submetidas à análise no orçamento para 2011.
O alinhamento das campanhas de José Serra e Geraldo Alckmin no primeiro turno são, segundo fonte de Meio & Mensagem, um indício de que o PSDB deverá promover poucas mudanças na comunicação do governo paulista caso Serra não se eleja presidente.
No Rio de Janeiro, com a reeleição de Sérgio Cabral (PMDB), dificilmente haverá mudanças na atual equipe da secretaria de comunicação, hoje sob comando de Ricardo Cota. O secretário afirma que estão orçados R$ 150 milhões para sua pasta em 2011, o que inclui a verba de todas as secretarias do governo e que precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio.
Eventos
Segundo ele, em 2011 começará a ser trabalhada, com mais intensidade, a agenda do estado para os grandes eventos internacionais que a capital receberá nos próximos quatros anos: Jogos Militares (2011), Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo (2014). Em Londres, durante a Olimpíada em 2012, haverá uma comitiva do governo fluminense acompanhando os jogos com o objetivo de observar a performance da organização inglesa e trazer lições para os jogos no Rio em 2016.
"Esse será o principal foco, mas continuaremos com o forte trabalho em campanhas de informação, como a da gravidez precoce", diz Cota. As agências que atendem ao governo fluminense são Agnelo Pacheco, Artplan, Binder, DPZ, Nova S/B e Prole (PPR).
Assessoria de imprensa
Uma novidade que começa a ser implementada nos dois principais estados do País é a licitação específica para assessoria de imprensa, exigência da Lei 12.232, aprovada este ano. O edital em São Paulo já foi publicado e prevê um contrato de R$ 7 milhões. No Rio de Janeiro, Ricardo Cota afirma que o edital só deve ser publicado em 2011 e que também haverá um processo seletivo para agências de eventos.