Enquanto a seleção é patrocinada pela concorrente Brahma, marca da Heineken escala o técnico como garoto-propaganda.
No vídeo, técnico fala do orgulho e dos desafios de ser o novo embaixador da marca de cerveja
O técnico da seleção brasileira de futebol, Mano Menezes, é o novo embaixador da cerveja Kaiser. A novidade foi anunciada em primeira mão pelo próprio técnico, em seu perfil no microblog Twitter e, logo depois, foi comunicada oficialmente pela assessoria de imprensa da marca de cerveja – que faz parte do portifólio da Heineken.
O primeiro trabalho de Mano para a Kaiser foi assinado pela Fischer+Fala e já pode ser conferido no portal de vídeos You Tube. Em um filme, o técnico aparece sentado em uma mesa, com o logo da Kaiser ao fundo, como se estivesse em uma entrevista coletiva. Em seu texto, Mano começa a falar das responsabilidades na missão e do orgulho que sente com o novo trabalho que lhe foi encomendado.
Pela linguagem do técnico, tudo indica que ele está falando sobre a missão de comandar a seleção brasileira. Até que, no meio do vídeo, ele revela que sente muito orgulho de ter sido escolhido como embaixador da Kaiser no Brasil e que espera que as pessoas revejam os conceitos sobre a marca. De acordo com a Kaiser, a parceria com Mano Menezes compreenderá a aparição dele em campanhas, ações publicitárias e eventos relacionados à cerveja.
Marcas X Futebol
A escolha de Mano Menezes como embaixador da Kaiser lembra uma situação recente na disputa das marcas de cerveja pelo futebol nacional. Na época da Copa do Mundo de 2010, enquanto a operadora de telefonia Vivo exibia comerciais nos quais divulgava o status de patrocinadora oficial da seleção brasileira, o então técnico de futebol brasileiro, Dunga, era garoto-propaganda da concorrente, a operadora Oi.
Na mesma Copa da Africa do Sul a Kaiser também colocou uma polêmica campanha no ar - também assinada pela Fischer+Fala – que provocava diretamente a Brahma (da Ambev), também patrocinadora oficial da seleção brasileira. Estrelado pelo ex-jogador Romário, o comercial mostrava o “Baixinho” falando sobre Dunga e relembrando seus tempos de parceria na Copa de 1994. Na tentativa de defender o ex-técnico brasileiro das críticas que vinha recebendo no momento, Romário enfatizava que Dunga era uma pessoa legal e que seu único defeito era a cerveja que tinha escolhido (no caso, a Brahma).
Logo que a campanha entrou no ar, a Heineken recebeu recomendações de órgãos públicos e também foi alvo de denúncias do Conar que julgavam ofensiva a menção à cerveja da Ambev. A veiculação da campanha chegou a ser proibida.
A assessoria de imprensa da Heineken confirmou à reportagem de M&M Online que o contrato feito com o técnico tem uma duração de longo prazo, mas não informou o prazo exato. Ainda segundo a marca, todo o projeto foi apresentado também a Confederação Brasileira de Futebol dentro das regularidades exigidas para garantir que o patrocínio ao técnico não entre em conflito com o patrocínio à seleção, feito pela concorrência.