Estudo da ESPN mostra que o futebol gerou muita repercussão naquele país, inclusive para as marcas que se aliaram ao evento
A Copa do Mundo de futebol parece, finalmente, ter ganho alguma importância nos Estados Unidos. Segundo os resultados de uma iniciativa de medição de audiência em diversas mídias, chamada XP, cerca de 160 milhões de norte-americanos foram impactados em algum momento pelo evento nas transmissões da ESPN, seja em televisão, rádio, impresso ou internet. O número representa 55% da população daquele país.
A maior parte da audiência assistiu ao evento fora de casa (50%) e em mais de uma tela (26% do total da audiência era multiplataforma, contando por cerca de 46% do tempo gasto com cobertura da Copa.
E se trata de um grupo ativo, já que os patrocinadores da Copa tiveram um aumento de 20% nas citações boca-a-boca, de acordo com a Keller Fay Group, uma das empresas que tiveram seus dados inseridos na pesquisa. O percentual é muito parecido com o obtido no Super Bowl deste ano.
Além desse instituto, o estudo incluiu dados da Nielsen, que tem um painel que mistura audiência de TV, online e mobile; a Wharton Interactive Media, que criou perfis detalhados da audiência em internet e mobile; e o Media Ad Lab, da Walt Disney.
A pesquisa quis, além de medir a audiência, auferir a efetividade da publicidade. As propagandas que faziam uma ligação direta com o esporte tiveram melhores resultados.
Alguns exemplos de estratégias foram da Anheuser-Busch, que criou os programas Bud House e Man of the Match e usou o sistema de medição da ESPN para monitorar a conversa sobre eles em tempo real.