No segundo trimestre deste ano, foram vendidos 317,5 milhões de terminais em todo o mundo.
A Nokia permanece como líder no market share de handsets, com 35% do mercado, conforme dados divulgados pela IDC para o segundo trimestre deste ano (37,2% em igual período do ano passado). A empresa é seguida pela Samsung, com 20,1% (18,9% no ano passado), LG, com 9,6% (10,8% em 2009), RIM (BlackBerry), com 3,5% (2,9% no ano passado) e Sony Ericsson, com 3,5% (5% no ano passado). A fatia restante está dividida entre outros assinantes, como a Motorola, que não aparece mais entre os cinco maiores, e a Apple (iPhone), entre outros. Esses fabricantes têm 28,3% de market share (eram 25,3% no ano passado).
No primeiro semestre deste ano, foram vendidos 620,6 milhões de aparelhos, crescimento de 18,5% em relação ao primeiro semestre de 2009. O smartphone está diretamente ligado ao aumento de vendas de handsets, segundo o analista sênior da IDC, Ramon Llamas. Para o analista, empresas como a RIM, a Apple e a HTC têm sido claramente beneficiadas com o interesse crescente do usuário por esse tipo de aparelho.
A pressão dos fornecedores que estão fora do ranking dos cinco maiores, como Apple e Motorola, deverá forçar ainda mais a competição nos próximos trimestres, segundo a análise da IDC. Alguns tradicionais fabricantes (e também fornecedores de outras fábricas de terminais), como a chinesa ZTE, ganharam share pelas vendas de altos volumes de terminais de baixo custo, cuja demanda cresce na medida em que se popularizam os serviços de acesso wireless.
Na América Latina, de acordo com a avaliação da IDC, o crescimento do smartphone continua imbatível, fato que é uma combinação do aumento de usuários de internet, plano de dados com preços mais acessíveis e disponibilidade para serviços pré-pagos. A Nokia declarou que seu próprio market share está em queda por conta da pressão de fabricantes como Apple, HTC, RIM e outros que têm concorrido pelo mercado. Para o segundo semestre, estão previstos vários lançamentos de smartphones que, consequentemente, aumentarão ainda mais a competição entre os fornecedores de terminais na região.