Perfil dos usuários desses endereços foi traçado em pesquisa inédita apresentada pelo Ibope Nielsen Online.
Em evento promovido pelo IAB Brasil para comemorar os 15 anos de internet comercial no País, o Ibope Nielsen Online apresentou pesquisa mostrando qual o perfil dos usuários que acessam as redes sociais, "estrelas" do momento no universo digital.
Segundo Fábia Juliasz, CEO do instituto e vice-presidente de fornecedores do IAB, apesar de a divisão por gênero estar bastante equilibrada, os homens representam a maioria dos usuários desses endereços com 54% de representatividade. Em relação à idade dos frequentadores de redes sociais no Brasil, a maioria está situada na faixa entre 25 e 24 anos, sendo que os usuários com idade superior a 50 anos já respondem por 12% do total.
O estudo, que considerou a base do painel que representa a população nacional, mostrou ainda que 54% dos brasileiros acessam as redes sociais ao menos uma vez ao dia e, em sua maioria, fazem isso a partir de acesso residencial à rede (98%). Cerca de 34% dos pesquisados acessam seus perfis em redes sociais também a partir do ambiente de trabalho enquanto apenas 12% o fazem através de lan houses e locais públicos de acesso.
"A quantidade de pessoas que acessam através de lan houses nos causou surpresa, já que esperávamos encontrar um número mais significativo. Por outro lado, outro dado nos chamou a atenção e ele diz que 10% dos acessos foram feitos opor meio de telefones celular pré-pagos. Como os usuários arcam com esses custos é que precisamos investigar agora", disse Fábia.
Os motivos
O levantamento também investigou quais os fins que levam as pessoas a acessarem as redes sociais com tamanha frequência. A troca de mensagens com os amigos aparece como principal apelo desses endereços, tendo sido citada por 47% dos entrevistados.
Mesmo assim, a substituição da comunicação por email pelo uso exclusivo dos canais sociais ainda está descartado tendo sido considerado por apenas 2%. Os outros motivos que levam as pessoas às redes sociais são a busca por informações (16%) e procura por diversão e entretenimento (15%). Apenas 16% dos internautas afirmaram utilizar esses endereços para fins profissionais e a imensa maioria (91%) considera importante que as empresas tenham um código de conduta sobre o acesso a partir do ambiente de trabalho.
No capítulo "informação em tempo real", um alento para as empresas jornalísticas: apenas 12% acreditam que os canais mantidos por veículos de credibilidade tendem a serem substituídos pelas redes sociais e conteúdos "amadores". "As pessoas ainda prezem pela qualidade e idoneidade da informação. Apesar de haver a tendência da disseminação pelas redes sociais por serem ambientes segmentados, poucos ignorar a importância de um nome de confiança por trás das notícias", comentou Fábia.
O evento, que acontece ao longo dessa quinta-feira, 12, teve ainda um painel sobre a velocidade da informação, com participação de Erika Palomino, Marcelo Tas, Bob Fernandes e Fernando Rodrigues, com mediação de Juca Kfouri. No período da tarde, participaram os estrategistas das campanhas presidenciais, em seguida os grandes anunciantes brasileiros e, por fim, será debatido o uso da internet no entretenimento.