quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Emprego na indústria de SP cresce 0,4% em julho.

A acomodação do ritmo de crescimento da atividade na indústria não atrapalhou a trajetória de crescimento do emprego no setor, que registrou em julho a maior variação para o mês desde o início da série, em 2005. Segundo dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgados nesta quarta-feira, a indústria gerou 12.500 vagas no mês passado.

O número representa alta de 0,4% em relação a junho --a terceira elevação mensal consecutiva--, nos dados com ajuste sazonal. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, o saldo representou uma alta de 4,51%. Considerando os dados sem ajuste, houve aumento no nível de emprego de 0,5% em julho.

No acumulado do ano, a indústria gerou 167.500, o que representou crescimento de 7,15% em relação ao mesmo período do ano passado.

O saldo positivo de vagas foi influenciado pelo desempenho do setor no primeiro semestre. O índice de atividade da indústria, também medido pela Fiesp, atingiu crescimento de 14,3% no período, a melhor marca desde 2003. O indicador, porém, registrou queda em maio e junho, apontando para uma acomodação no ritmo a partir do segundo trimestre.

O resultado levou a um aumento de 6,61% na geração de empregos no período, em relação ao fim do ano passado. As 154.500 vagas representaram a maior expansão da série.

SETORES

Em julho, dos 22 setores pesquisados, 17 tiveram desempenho positivo e 5 mais demitiram que contraram.

O setor com maior saldo de contratação no mês passado, com relação a junho, foi o de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (1,9%) seguido de produtos diversos (1,8%) e produtos de madeira (1,5%).

Na outra ponta, o setor que mais demitiu foi o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,3%), seguindo por fabricação de coque e de produtos derivados de petróleo (-0,8%) e produtos textêis (-0,4%).

Os dados de junho mostravam uma acomodação na criação de empregos. O número de setores que haviam apresentado variação positiva (15) foi o menor do ano. No mês passado, 68% dos setores tiveram saldo positivo, ante 95% em maio.