Ausência em encontro organizado por portais gerou muitas críticas, mas não resultou em prejuízos importantes à imagem da candidata. É o que mostra a terceira rodada da pesquisa M&M Online/iGroup.
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Quando Dilma Rousseff anunciou que não participaria do debate online promovido recentemente pelos principais portais da internet brasileira, uma enxurrada de críticas invadiu as redes sociais. Até mesmo Marcelo Branco, o estrategista por trás da campanha digital da candidata do PT, defendeu em seu perfil no Twitter a ida de Dilma ao encontro entre os presidenciáveis. Mas isso acabou não trazendo grandes prejuízos à imagem de Dilma.
Esse é o resultado da terceira rodada do levantamento feito pela empresa de monitoramento iGroup em parceria com o M&M Online, que analisou quase 87 mil ocorrências na web, entre os dias 23 e 29 de julho.
Dilma contabilizou 37,42% de todos os comentários e citações na internet. Já do total de comentários negativos feitos na web, a candidata pelo PT foi responsável por 46% do total, uma alta de 27% com relação ao período anterior (compreendido entre os dias 16 e 22 de julho). Muito desse resultado foi influenciado justamente pela ausência da candidata ao debate online, que aconteceria no dia 26 de julho - o encontro entre os presidenciáveis acabou cancelado depois da desistência de seu principal oponente, José Serra (PSDB).
Apesar de ter registrado o mesmo índice de share negativo (46%), José Serra teve uma performance melhor se comparada à medição anterior e à própria evolução de Dilma. Nesse quesito, o candidato tucano apresentou uma queda de 22%, enquanto que sua adversária vem num movimento de alta no total de comentários negativos feitos na internet. "O candidato obteve uma melhora substancial com destaque para sua atuação no Twitter, canal que Serra utiliza desde antes da campanha. Esse tem sido o melhor meio primário de relacionamento entre o tucano e seus eleitores", comenta Ricardo Almeida, diretor geral da iGroup. Do volume total de buzz, Serra ficou com 31,11% e Marina Silva, do PV, com 31,47%.
A candidata pelo PV, por sua vez, permanece como a mais bem postada na internet nacional, uma vez que é responsável por pouco mais de 39% dos comentários positivos analisados. Serra responde por 26,67% dos comentários a favor enquanto Dilma soma 34,18%.
Além das citações em torno do dia a dia da campanha eleitoral, as agendas e propostas dos candidatos, ainda que em proporção bem menor, também geram buzz entre os internautas. De todos os assuntos que geraram intervenções positivas para Serra, por exemplo, 2,7% eram referentes às propostas de governo do candidato. Por outro lado, dentre as avaliações negativas, as propostas de governo foram alvos de críticas em 3,17% dos comentários. Marina, por sua vez, foi a que somou uma maior quantidade de citações positivas com relação às suas propostas: 3,33% do que foi falado de positivo sobre a candidata.
"Marca" Dilma melhora
Mesmo sendo alvo de massivas críticas após dizer "não" ao primeiro debate online do Brasil, Dilma não registrou grandes danos a sua marca na web. Pelo contrário. De acordo com o estudo, o índice de saudabilidade da marca da candidata cresceu com relação ao relatório anterior. Com isso, Dilma chegou a 68% no termômetro de medição. "A saúde das marcas dos candidatos leva em consideração a sobreposição do share positivo sobre o negativo de cada um, mas também leva em consideração o resultado dos concorrentes e o volume total de buzz. Nessa equação, Dilma acabou apresentando melhora em seu índice", explica Almeida.
José Serra, por sua vez, manteve-se estável com 51% e continua com o sinal de alerta ligado com relação à saúde de sua marca na web. Isso mesmo depois de ter ensaiado uma recuperação e de ter revertido em mais de 20% os comentários negativos a seu respeito. Já Marina Silva continua vendo sua marca em ascensão entre os críticos eleitores da rede alcançando índice de 85%, disparado o melhor entre os três principais candidatos à Presidência.
Peso das fontes
Para chegar a esse percentual, a iGroup leva em conta a importância dos diferentes meios de acordo com o potencial de evangelização de cada um. Por isso, nessa escala, o Twitter aparece com peso de 40% graças à sua agilidade de propagação das informações e força de influência. A blogosfera, que recebe reflexos do Twitter filtrando as informações com análises mais aprofundadas, aparece com peso de 35%. Já a imprensa online, que recebe pouca influência de outros meios, mas conta com alto poder de formação de opinião, recebe a carga de 25% na hora da medição.