Objetivo da operadora é implantar um novo modelo na forma de chegar às regiões com sua infraestrutura e incentivar formas de inclusão digital.
O Parque Santo Antônio, na zona sul de São Paulo, tem mais de 500 mil habitantes e um perfil de risco: está localizado no Triângulo da Morte (Capão Redondo, Jardim São Luiz e Jardim Ângela). Conforme dados do IPVS da Fundação Seade, 17% dos moradores estão em situação de alta vulnerabilidade e 43% de média vulnerabilidade. A cada 100 mil habitantes, 34% dos jovens de 15 a 19 anos são vítimas de homicídio. Apenas pouco mais de 20% dos responsáveis pelas famílias concluíram o ensino fundamental e a renda é baixa: 73% dos chefes de família recebem menos de três salários mínimos (R$ 1.680).
Diante desse cenário, a Vivo resolveu fazer intercâmbio de experiências e trazer da comunidade de Belterra, no Pará, o processo que fez a cidade desabrochar desde o fim do ciclo da borracha: a operadora instalou uma estação radiobase (ERB) 3G no município e, em apenas uma semana, 83% da capacidade da ERB estavam ocupados, inclusive com lan houses locais a se conectar na torre de alta velocidade. Em Belterra, a Vivo se uniu a ONGs locais e forneceu 111 smartphones para conectar a outrora cidade da borracha ao mundo. Os resultados bem-sucedidos obtidos na Floresta Amazônica fizeram com que a operadora pensasse em modelos a serem replicados em outras regiões brasileiras que, como Belterra, apresentam as mais diversas dificuldades estruturais.
Assim, o mesmo processo, adaptado por conta das diferenças culturais, ocorrerá neste próximo final de semana no Parque Santo Antônio, em São Paulo: a Vivo, em parceria com a comunidade, ONGs e fornecedores como Ericsson e Motorola, fornecerá 50 notebooks conectados com 3G e 30 celulares Motorola para os líderes locais com o objetivo de incluir a região no mundo digital. Não se trata apenas de estabelecer um telecentro no local, explica o diretor de comunicação e relações institucionais da Vivo, Marcelo Alonso. E sim de estabelecer um novo modelo entre a forma como a Vivo chega com a rede 3G às localidades (tanto em comunidades como Belterra e Parque Santo Antônio quanto em outras cidades do Brasil) e de como pode usar sua própria infraestrutura de rede (conectividade) para auxiliar na inclusão digital das pessoas.
Alonso diz que, no caso do Parque Santo Antônio, a Vivo se une à ONG local Casa do Zezinho e ao arquiteto Marcelo Rosenbaum, que conduz projeto de reurbanização e reforma de uma área de cerca de 63 casas ao redor do único campo de futebol na região que é a área de lazer da comunidade para instalar a primeira biblioteca pública do espaço, para se aliar a essas iniciativas. "O telecentro será um hub de uma grande rede em que os jovens deverão aprender a desenvolver aplicativos, ser capacitados para fazer a manutenção dos notebooks e até mesmo fazer a cobertura do jornalismo esportivo dos 18 times de futebol locais do Parque Santo Antônio", afirma Alonso. A ação inicial de ativação desses projetos acontece neste domingo, 25, no Parque Santo Antônio.