terça-feira, 20 de julho de 2010

Publicidade reage nos Estados Unidos e Europa

Estudo da Zenith Optimedia revisa previsão de crescimento do mercado mundial de 2,2% para 3,5% neste ano.

Nos últimos dois anos, o cenário da publicidade nos mercados chamados "desenvolvidos" esteve de mal a pior. Em 2009, por exemplo, as agências da Europa tiveram que lidar com um mercado que apresentou uma queda de 11%. Nos Estados Unidos foi até pior, com retração de 13%.

Mas as coisas parecem estar voltando aos trilhos. Ao menos é o que indicam as previsões do Zenith Optimedia, empresa do grupo Publicis.

Pela primeira vez, a expectativa é de que todas as regiões analisadas terão algum crescimento, mesmo que pequeno. Os Estados Unidos deverão subir 1,1%, atingindo US$ 158 bilhões, contra 2,2% da Europa, com US$ 102 bilhões.

A América Latina, que caiu 3,3% no ano passado, terá alta de 7%, em um volume total de US$ 31 bilhões. De acordo com uma projeção para 2012, a expectativa é que a região cresça ainda mais, 8,5%, atingindo um volume de US$ 36 bilhões até lá.

Outra região que se destaca no crescimento é a Ásia, que em 2009 ultrapassou o mercado europeu e que ampliará essa distância em 2010. A expectativa é que a região cresça 5,8% e atinja US$ 106 bilhões em investimentos publicitários, pouco acima do Velho Continente.

Online na mesma toada
O Zenith apontou ainda que a televisão passou relativamente bem pela crise financeira, e deverá receber investimentos de US$ 177 bilhões neste ano, chegando quase a US$ 200 bilhões em 2012. Mas quem mais vai crescer é a publicidade online, que receberá US$ 61 bilhões neste ano e US$ 82 bilhões em 2012, ano no qual passará a responder por 17% do bolo publicitário mundial. As buscas pagas representam o segmento que mais cresce, e responderam por mais da metade do investimento em publicidade online no ano passado.

Outras mídias como Rádio, Jornais e Revistas terão em 2012 um resultado muito parecido com o de 2010, seja um pouco pra cima, seja um pouco pra baixo. Em termos de share, os jornais, que já representaram 41% da verba mundial (em 1987), terão somente 19,2% em 2012.