segunda-feira, 21 de junho de 2010

Banda larga móvel cresce 70% no trimestre

Entre janeiro e março deste ano, 4,9 milhões de novos acessos foram adicionados à base e agora são 11,9 milhões de usuários em alta velocidade.

No primeiro trimestre deste ano, o acesso em banda larga móvel (3G e velocidades acima de 256 Kbps) apresentou uma expansão de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram adicionados 4,9 milhões de acessos em alta velocidade apenas entre janeiro e março deste ano.

Agora, a base de banda larga móvel brasileira é de 11,9 milhões de acessos (dos quais 3,2 milhões são modems). Isso significa que os acessos móveis ultrapassaram as conexões de banda larga fixa, que eram de 11,8 milhões de acessos até março deste ano. Os dados foram obtidos a partir do Balanço Huawei de Banda Larga Móvel, preparado pela consultoria Teleco.

A crescente expansão da banda larga na telefonia móvel tem a ver com a ampliação da cobertura em redes 3G. Até março deste ano, a cobertura superava os compromissos estabelecidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para 2012: 64,9% da população e 13,1% dos municípios brasileiros têm cobertura 3G disponível.

Essa aceleração da banda larga móvel já fez com que o mercado revisse para cima as projeções até o final deste ano. Agora, as estimativas apontam 18 milhões de acessos em banda larga móvel e 13 milhões de acessos em banda larga fixa até dezembro. Isso significa que a banda larga móvel terá 38,5% a mais da totalidade dos acessos (31 milhões, se confirmadas as projeções).

Receita de dados
O Brasil acompanha uma tendência internacional na telefonia móvel e também registra uma curva decrescente na receita dos serviços de voz e rápida elevação na receita de dados. Ante os históricos 5% que os balanços das operadoras brasileiras registravam como receita de dados, agora serviços relacionados ao tráfego de dados (SMS, acesso à internet e outras aplicações) já geram quase 15% do total das receitas. Em relação às operadoras do Japão e da Europa, no entanto, essa proporção ainda é baixa.

A NTT DoCoMo obtém 43% de suas receitas de serviços de dados. Nos EUA, a Verizon e a AT&T geram, respectivamente, 30% e 29% apenas com dados. E, na Europa, a Telecom Itália fatura 24% com dados e a Vodafone, 19%. A Telefónica América Latina registra 18% de receita oriunda do tráfego de dados.

Uma das barreiras para um crescimento ainda mais acelerado da banda larga móvel continua a ser o preço dos acessos e de pacotes 3G: o estudo da Huawei/Teleco apurou que os preços se mantiveram praticamente estáveis no primeiro trimestre deste ano. Os pacotes (da Claro, TIM, Vivo e Oi) variam entre 10 megabytes (10 MB) a 8 gigabytes (8 GB), com preços entre R$ 9,90 a R$ 199,90. A TIM e a Oi ainda usam a cobrança por velocidade de acesso. As taxas de transmissão (nominais) variam entre 300 Kbps (R$ 59,90) a 1 Mbps (R$ 119,90).