Folha de S. Paulo divulga documentário dirigido por Fernando Grostein Andrade e idealizado por Nizan Guanaes com os bastidores de sua reforma gráfica e editorial.
Na era da web 2.0 é assim: tudo o que você faz offline pode e deve ser mais explicado no ambiente online. A Folha de S. Paulo, que apresentou seus novos projetos gráfico e editorial ao público no domingo 23, divulga em seu site um documentário (clique aqui para vê-lo) com os bastidores desse processo. No filme, de 18 minutos e 12 segundos, é possível entender os conceitos que guiaram as mudanças.
"Procurei ao máximo estimular as ideias originais e as pessoas empenhadas em fazer mudanças que pudessem arejar, modernizar o jornal", diz o diretor de redação Otavio Frias Filho no documentário. "Acho que tivemos algum sucesso nesse trabalho de coordenação. Mas quem vai decidir isso, evidentemente, é o leitor."
Sérgio Dávila, editor executivo da Folha, por sua vez, explicou o tripé que guia o novo projeto editorial - furos, informações exclusivas e opinião de qualidade. O jornal publicou um caderno que esclarece aos leitores essas mudanças.
No documentário, a designer Eliane Stephan, que coordenou a reforma gráfica, contou que o uso da fonte "Folha Serif" é um retorno a um tipo de letra feito exclusivamente para o jornal. Um dos pontos altos do filme é quando a redatora Walkiria Pereira Leite, que tem muitos anos de casa, diz que o novo jornal é "popularesco" e critica a reforma gráfica, em especial o uso de uma estrela vermelha. "As estrelas não são propriedade do PT", defendeu Eliane.
O documentário foi uma ideia de Nizan Guanaes e é assinado pelo diretor Fernando Grostein Andrade, da Spray Filmes. Cineasta-revelação, Andrade é também o responsável por Coração Vagabundo, cinebiografia de Caetano Veloso.
A tendência de explicar o por que da reforma do jornal já havia sido apontada pelo Estadão. Ao lançar sua nova versão, em março deste ano, o veículo publicou também um caderno mostrando os bastidores da reformulação e detalhando as mudanças realizadas.