A partir desta terça-feira 18, a Anatel coloca proposta para alterar a numeração da Grande São Paulo de 8 para 9 dígitos e criar a área 10.
Até o final deste ano, os 37 milhões de códigos de acesso disponíveis na área 11 (Grande São Paulo) para o Serviço Móvel Pessoal (SMP ou telefonia celular) devem atingir a saturação. De fato, os códigos somam 40 milhões de combinações mas, desses, 2 milhões estão destinados ao Serviço Móvel Especializado (SME, trunking ou radiocomunicação, da Nextel, por exemplo) e 1 milhão são da série "90". Ainda, 4,5 milhões de códigos estão em quarentena e, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), até o final do ano passado, os códigos atribuídos chegavam a 33,9 milhões. Portanto, a disponibilidade de códigos está no limite na Grande São Paulo.
Para solucionar esse problema, a Anatel coloca, a partir desta terça 18, uma consulta pública que propõe as seguintes medidas para a área 11: a possível ampliação de oito para nove dígitos do número de telefones celulares da área 11; a criação do código de área 10, em sobreposição ao código 11 existente; o uso do novo código 10 quanto estiverem esgotados os atuais códigos na área 11; que a tarifação das chamadas entre os códigos 10 e 11 não traga nenhum custo adicional aos usuários; e que o custo de implantação dessas medidas é obrigação das operadoras e não pode, portanto, ser repassado aos consumidores.
Estima-se que o custo para efetivar essas mudanças seja de R$ 151,9 milhões. Na hipótese de apenas ampliar de oito para nove o número de dígitos que compõe os telefones celulares da área 11, no entanto, segundo a Anatel, o custo poderia chegar a R$ 304,4 milhões.
Pela proposta da agência, os atuais 37 milhões de códigos de acesso da área 11 passam a 74 milhões de códigos (áreas 10 e 11) o que, segundo a Anatel, é suficiente para atender a demanda na região metropolitana de São Paulo até 2025. Simulações da agência indicam que o Estado de São Paulo deve ter 108 milhões de telefones móveis daqui a 15 anos e que entre 50% a 60% desses terminais serão da Grande São Paulo.
Por enquanto, o problema está restrito à Grande São Paulo mas calcula-se que a médio prazo - a Anatel estima para 2015 - a ampliação dos códigos de acesso de oito para nove dígitos deverá ser feita em todo o País. Até março deste ano, a telefonia celular da área 11 concentrava 14,52% dos celulares em operação no Brasil e 57,10% do Estado de São Paulo, com 26 milhões de acessos.