sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mercado Livre, a rede social do varejo

Site de e-commerce projeta crescimento de 40%. Com dez milhões de usuários ativos na América Latina, ele incrementará ferramenta própria da mídia social, a recomendação.

Galperín conta que analistas projetam que a receita da empresa será de US$ 175 milhões a US$ 180 milhões em 2010 O argentino Marcos Galperín, fundador e presidente executivo do Mercado Libre - empresa de comércio eletrônico presente em 12 países (aqui é chamado de Mercado Livre) -, só tem a comemorar.

Embora o balanço de 2009 ainda não esteja concluído, o que deverá ocorrer na última semana de fevereiro, as projeções apontam um bom crescimento. Apenas no terceiro trimestre do ano passado, o site amealhou US$ 800 milhões e realizou oito milhões de transações, um aumento acima de 40% sobre o mesmo período em 2008.

Galperín também conta, em entrevista ao Meio&Mensagem, que analistas projetam que a receita da empresa será de US$ 175 milhões a US$ 180 milhões em 2010. Ele reforça que o Brasil é o maior mercado da companhia - que tem o e-Bay como seu principal acionista (com 18%) -, com pouco menos de 50% das transações.

O Mercado Livre pretende estimular o crescimento do negócio com o incremento do Mercado Ads (programa para seleção de links e pagamento por clique), com o uso maior de seu database e até com o aprimoramento de uma ferramenta própria da mídia social, a recomendação feita por usuário. Não é à toa, aliás, que Galperín considera a empresa como uma rede social. Mas com foco no varejo.

Ouça trechos da conversa no canal multimídia:

- O fundador do portal diz por que considera o Mercado Livre uma rede social focada no varejo

- Galperín explica as características das transações no site e informa quantas pessoas vivem dos negócios gerados por ali

- O executivo ainda estima que o site poderá atingir 100 milhões de usuários ativos