Proposta da reforma eleitoral determinou que somente os canditato à Presidência da República poderão comprar espaços para veicular sua campanha eleitoral na internet nas próximas eleições
Apenas os candidatos a Presidência da república poderão utilizar a internet para veicular anúncios e realizar ações de suas campanhas eleitorais. A medida foi estabelecida por meio de um acordo, firmado entre líderes governistas e da oposição, e faz parte da reforma eleitoral que deverá ser votada nesta quarta-feira, 2, em uma sessão formada pelas Comissões de Constituição de Justiça e Tecnologia (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) e pelos senadores.De acordo com o texto, os candidatos que disputarão a cadeira presidencial em 2010 terão o direito de comercializar espaços na web pela importância da candidatura e, também, por poderem, de certa forma, comprar os espaços de veiculação de suas campanhas de forma igualitária. Inicialmente, a proposta debatia o direito de todos os candidatos às eleições do próximo ano poderem utilizar a internet como espaço para suas campanhas eleitorais. O fato de mais de 20 mil pessoas, até o momento, já terem confirmado sua participação na disputa dos cargos políticos levou o governo e a oposição a estabelecerem tal acordo.Pela decisão dos líderes dos partidos, os candidatos à presidência da República terão o direito de veicular sua propaganda na internet durante 12 semanas, totalizando um prazo de três meses de campanha eleitoral. A regra estabelece que os anúncios não poderão ultrapassar o espaço de um oitavo da tela do computador. Além disso, o acordo também estabelece a proibição da criação ou ampliação de programas sociais do governo em anos eleitorais e impede a veiculação de propaganda política em eventos como inauguração e lançamento de obras públicas no período de seis meses antes da eleição. Algumas alterações dessas medidas ainda poderão ser anunciadas após as análises das Comissões e do Senado, pela quais a reforma eleitoral passará nesta quarta-feira, 2.