Pesquisa "O livro no orçamento familiar" mostra também que mais de 50% dos gastos com itens de leitura são destinados a revistas e jornais. Mas o estudo aponta, por outro lado, que o consumo de livros não é proporcional ao aumento de renda, o que preocupa o setor
Encomendada por oito entidades do mercado editorial, a pesquisa "O livro no orçamento familiar", realizada pelo IBGE, traz números que preocupam o setor. Segundo esse trabalho, 7,47% dos brasileiros adquirem obras não-didáticas, o equivalente a 0,5% da renda familiar.
É importante salientar que o estudo foi montado a partir de dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) divulgada no final de 2007. Esses números, coletados entre julho de 2002 e junho de 2003, permitiram traçar o perfil do mercado consumidor. A pesquisa comparou a soma do que se gasta com material de leitura e com outras despesas consideradas não essenciais.
Os investimentos com material de leitura em geral (revistas, jornais, livros didáticos e não-didáticos, fotocópias, livros religiosos, técnicos, dicionários, apostilas e bibliotecas) atingiram R$ 5,471 bilhões, de acordo com os números do IBGE. Desses itens, as revistas são as campeãs de venda, seguidas dos jornais, em todas as faixas de renda e níveis de escolaridade analisados. De acordo com o estudo, 52,3% do total de gastos com leitura são destinados a revistas e jornais.
A pesquisa também constatou que, ao contrário do que se pensava, o consumo de materiais de leitura, quando identificado, não é proporcional ao aumento de renda. Esse fato preocupou os livreiros que ressaltam a necessidade de mudança de hábitos dos brasileiros.